A frase "... a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante." (p.8), dá claras evidências daquilo que o autor diz em seu texto. Segundo Bauman, a vida líquida é aquela que muda muito rapidamente. Ela não fica parada, e as pessoas necessitam se adaptar para não serem destruídas ou consideradas "lixo".
"A vida líquida é uma vida de consumo." (p.16), portanto aquele que não se adapta, pode ser considerado excluído, pois não faz parte da competição.
O problema de ser levar uma vida assim, é a constante insatisfação. Nada é suficiente, nem mesmo as relações sociais, pois estas tendem a ser muito superficiais. Portanto, as incertezas e a falta de lealdade passam a pertencer ao cotidiano.
Assim como o autor diz em sua frase que "Uma resposta comum dada a mau comportamento, conduta inadequada ou que leve a resultados indesejáveis é a educação ou reeducação: instilar nos estudantes alguma nova motivação, desenvolver diferentes vocações e treiná-los para novas habilidades." (p.21), acredito que a educação seja realmente o caminho para uma transformação social.
Não é uma tarefa fácil, porém é viável segundo Richard Rorty que diz que "agitar os garotos" e instigar "dúvidas nos estudantes sobre as imagens que eles têm de si e da sociedade a qual pertencem" são "objetivos desejáveis e realizáveis dos educadores" (p.21). E, se como educadores pudermos ajudar, conseguiremos tornar possível a idéia de Bauman de "tornar o mundo humano um pouco mais hospitaleiro para a humanidade" (p.23).
Lembrei-me da famosa frase de uma campanha que circula pela internet sobre os filhos que estamos querendo deixar para a humanidade.
ResponderExcluirEsse é o desafio que nos colocamos ao tomarmos consciência das reflexões de Bauman.
Vamos juntos nessa!
Parabéns pelo texto!
Márcia