segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Análise da aula “Consumismo e Pós-Modernidade” e comparação com o texto “Consumismo versus consumo” (BAUMAN-Zygmunt,)

               Vivemos em um mundo norteado pelo poder, no qual, quem tem mais manda mais.
          Consequentemente são eles quem direcionam o trajeto em que a humanidade irá caminhar.
           O texto é bastante reflexivo e começa com uma frase que nos leva a fazer profundas considerações: “Aparentemente, o consumo é algo banal, até mesmo trivial.” (p.37). Poderíamos considerar o consumo como algo necessário e normal, se olhássemos apenas com os olhos de consumidores. No entanto, esse não é o nosso papel enquanto pesquisadores e educadores, pois devemos estar atentos as intenções que norteiam os conceitos. 
        O consumismo perpassa pela busca da satisfação do desejo. Que por sua vez, torna-se uma busca inalcançável, isto porque as coisas se tornaram descartáveis, e há sempre alguma novidade atropelando outra.
          Segundo Stephen Bertman, nos encontramos numa sociedade de “cultura agorista” (p.45), onde não um planejamento ou organização para o futuro, isto é, não há investimento a longo prazo. O que for consumido agora poderá ser trocado quando perder sua utilidade imediata ou sua beleza momentânea.
          Bauman diz que  na “sociedade de produtores”  os bens eram adquiridos para prover conforto, respeito, segurança e poder. Esse modelo de sociedade tinha como principal objetivo "a segurança a longo prazo" (p.42),  porém na “sociedade de consumidores” a busca é pela saciedade dos desejos imediatos, para que tudo se harmonize com a liquidez momentânea, quebrando a linearidade do tempo. 
      No entanto, isso não garante a plena felicidade. Em alguns casos acaba gerando mais problemas, como a insatisfação, a dependência e a incapacidade de priorizar. Onde nunca se tem o bastante e nunca se é o que deseja.
                                                     
            

Um comentário:

  1. Muito boa análise Heila. Fico pensando como é triste vivermos em um mundo onde quem tem mais, manda mais, onde valemos o que temos no bolso. É triste mas é real.

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